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Imagem de Tanja Schulte/Pixabay 

Pesquisadores encontraram na superfície de marte um mineral muito comum nas profundezas de gelo da Antártica. Conhecido como Jarosita, uma substância amarelada composta de sulfato de hidróxido de potássio férrico, na qual foi descoberta pelos cientistas que estavam em busca de mineiras que podiam indicar resquícios de ciclos da Era do Gelo.


A formação desse minério vem a partir de poeira presa em camadas de gelo antigas. Apesar de ser uma descoberta que vai ajudar ainda mais nos estudos sobre o planeta vermelho, essa não é a primeira vez que a Jarosita é falado. Em 2004 após o rover Opportunity da NASA ter andando sobre a superfície marciana, foram encontradas pela primeira vez finas camada de Jarosita. Essa descoberta fez os cientistas ficarem animados, porque a Jarosita precisa de água para se formada, junto com ferro, sulfato, potássio e condições ácidas.


Os cientistas revelaram a importância dessas geleiras em Marte, pois, não apenas cavaram vales, mas também ajudou na criação da própria substância de que Marte que é feito. Segundo as especulações dos cientistas, o Jarosite poderia ter sido deixada para trás a partir da evaporação de pequenas quantidades de água salgada e ácida. Porém, segundo Giovanni Baccolo, geólogo da Universidade de Milan-Bicocca, ressalta que as rochas basálticas alcalinas na crosta de Marte teria neutralizado a umidade de ácido. 

Outra teoria, diz que a jarosita nasceu em grandes depósitos de gelo podem ter coberto o planeta vermelho há bilhões de anos. Com o passar do tempo, os lenções de gelo cresciam e a poeira se acumulava dentro do gelo, transformando-se em jarosita que estabilizavam dentro de bolsas lamacentas entre cristais de gelo

No entanto, esse processo nunca foi visto em nenhum lugar do sistema solar. Giovanni Baccolo diz que o núcleo de gelo continha uma pequena taxa de jarosita, porém, em comparação com o número de poeira existente em Marte, a Antártica possui pouca concentração de poeira. Esse fato acontece porque a Antártica recebe apenas pequenas quantidade de cinzas e sujeira dos continentes do norte.


"Marte é um lugar empoeirado, tudo está coberto de poeira. Além disso, mais cinzas favoreceria a formação de mais jarosita em condições certas", afirmou Baccolo. Assim sendo, Baccolo pretende investigar se os antigos depósitos de gelo em marte eram caldeirões para a formação de outros mineiras, usando os núcleos antárticos para os estudos. "Este é apenas o primeiro passo para ligar o gelo profundo da Antártida ao ambiente marciano", diz Baccolo.

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